Janeiro de 1996. A cidade de Varginha, no sul de Minas Gerais, vira o centro do mundo depois que moradores relatam ter avistado uma criatura estranha, de pele acinzentada, baixa estatura e olhos grandes e vermelhos. Em poucos dias, a imprensa nacional e internacional desembarca na cidade. O “ET de Varginha” se torna o caso ufológico brasileiro mais famoso de todos os tempos.

O relato mais marcante envolve três meninas — Liliane, Valquíria e Kátia — que dizem ter encontrado a criatura agachada perto de um terreno baldio. Assustadas, correram e chamaram a mãe. A partir daí, a história ganhou camadas: relatos de militares capturando algo, um suposto comboio do Exército, e a cidade mergulhada num mistério que jamais foi oficialmente esclarecido.

O que diferencia Varginha de outros casos é a quantidade de testemunhas e a comoção popular. A cidade abraçou a lenda: hoje tem monumentos, lojas e até turismo ligado ao “ET”. O caso gerou livros, documentários e permanece como referência obrigatória na ufologia mundial.
Céticos apontam que a criatura poderia ser um homem com deficiência, um animal ou fruto de sugestão coletiva. Mas nenhuma versão conseguiu apagar o impacto. Trinta anos depois, a pergunta continua: houve mesmo um ser extraterrestre em Minas Gerais — ou Varginha foi palco de uma das maiores lendas urbanas do país? A ausência de resposta oficial mantém o caso vivo, e é exatamente isso que o torna eterno.

